quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"O homem que mais defendeu as mulheres"


O Homem que mais defendeu as mulheres
As mulheres frequentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como subumanas nas mais diversas sociedades humanas. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito. Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu dos seus idéias. Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas, e das desprezadas, princesas. Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Seu nome é Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres na arte de viver. Esse texto não fala de uma religião, mas da filosofia e da psicologia do homem mais complexo e ousado de que se teve noticia.
Nos tempos de Jesus os homens adúlteros não sofriam punição severa. Todavia, a mulher adultera era arrastada em praça pública, suas vestes rasgadas e, com os seios à mostra, eram apedrejadas sem piedade. Enquanto sangravam e agonizavam, pediam compaixão, mas ninguém as ouvia. A cena, inesquecível, ficava gravada na mente e perturbava a alma para sempre.
Certa vez, uma mulher foi pega em adultério. Arrancaram-na da cama e a arrastaram centenas de metros até o lugar em que Jesus se encontrava. A mulher gritava “Piedade! Compaixão!”, enquanto era arrastada; suas vestes iam sendo rasgadas e sua pele sangrava esfolando-se na terra.
Jesus estava dando uma aula tranqüila na frente do templo. Havia uma multidão ouvindo-o atentamente. Ele lhes ensinava que cada ser humano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é a força dos fortes, que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada à maturidade das pessoas. Suas idéias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos. Na época, os judeus constituíam um povo fascinante, mas havia um pequeno grupo de radicais que passou a odiar as idéias do Mestre. Quando trouxeram a mulher adultera até ele, a intenção era apedreja-lo juntamente com ela, usa-la como isca para destruí-lo.
Ao chegarem com a mulher diante dele, a multidão ficou perplexa. Destilando ódio, comentaram que ela fora pega em flagrante adultério. E perguntaram qual era a sentença dele. Se dissesse “Que seja apedrejada”, ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, seu discurso e principalmente seu amor pelo ser humano, em especial pelas mulheres. Se dissesse “Não a matem!”, ele e a mulher seriam imediatamente apedrejados, pois estariam indo contra a tradição daqueles radicais. Se os fariseus tivessem feito a mesma pergunta aos discípulos de Jesus, estes provavelmente teriam dito para mata-la. Assim se livrariam do risco de morrer.
Qual foi a primeira resposta do Mestre diante desse grave incidente? Se você pensou: “Quem não tem peado atire a primeira pedra!” , errou, essa foi a segunda resposta. A primeira foi não da resposta, foi o silencio. Só o silencio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco. Nos primeiros 30 segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas, ferimos quem mais amamos. Por isso, o silencio é a oração dos sábios. Para o Mestre dos Mestres, aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente e adultera, era mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres. Era uma jóia raríssima, que tinha sonhos, expectativas, lágrimas, golpes de ousadia, recuos, enfim, uma historia fascinante, tão importante como a de qualquer mulher. Valia a pena correr riscos para resgata-la.
Para o Mestre dos Mestres não havia um padrão para classificar as mulheres. Todas eram igualmente belas, não importando a anatomia do seu corpo, não importando nem mesmo se erravam muito ou pouco. Jesus precisava mudar a mente dos acusadores, mas nunca ninguém conseguiu mudar a mente de linchadores. O “eu” deles era vítima das janelas do ódios, não eram autores da sua história, queria ver sangue. O que fazer, então?
Ao optar pelo silencio, Jesus optou por pensar antes de reagir. Ele escrevia na areia, porque escrevia no teatro da sua mente. Talvez dissesse para si mesmo: “Que homens são esses que não enxergam a riqueza dessa mulher? Por que querem que eu a julgue, se eu quero amá-la? Por que, em vez de olhar para os erros dela, não olham para seus próprios erros?”
O silencio inquietante de Jesus deixou os acusadores perplexos, levando-os a diminuir a temperatura da raiva, da tensão, oxigenando a racionalidade deles. Num segundo momento, eles voltaram a perguntar o veredicto do Mestre. Então, finalmente, ele se levantou. Fitou os fariseus nos olhos, como se dissesse: “Matem a mulher! Todavia, antes de apedreja-la, mudem a base do julgamento, tenham a coragem de ser transparentes em enxergar as suas falhas, erros e contradições”. Esse era o sentido de suas palavras. “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”
Os fariseus receberam um choque de lucidez com as palavras de Jesus. Saíram do cárcere das janelas killer e começaram a abrir as janelas light. Deixaram de ser vítimas do instinto de agressividade e passaram a gerenciar suas reações. O homo sapiens prevaleceu sobre o homo bios, a racionalidade voltou. O resultado é que eles saíram de cena. Os mais velhos saíram primeiro porque tinham acumulado mais falhas ao longo da vida ou porque eram mais conscientes delas.
Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: “Mulher, onde estão seus acusadores?” O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez? Em primeiro lugar, ele chamou a adultera de “mulher”, deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano. Ele não perguntou com quantos homens ela dormira. Para o Mestre dos Mestres, a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso. Em segundo lugar, perguntou: “Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?” Ela respondeu: “Ninguém”. Ele reagiu: “Nem eu”. Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julga-la, mas não o fez. O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu, não a excluiu, mas a abraçou. As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus. Um deles é o respeito incondicional pelas mulheres!
O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua ultima frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: “Vá e refaça seus caminhos”. Essa frase abala os alicerces da psiquiatria, da psicologia e da filosofia. Jesus tinha todos os motivos para dizer: “De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula”. Os políticos e autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita. Mas Jesus, apesar do seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. “Vá e revise a sua historia, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!”
Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por que? Porque o amou. E, por ama-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava. Talvez essa mulher tenha sido Maria Madalena. A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo em uma sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um numero de cartão de crédito, mais um consumidor potencial. Isso é inaceitável.
( Texto adaptado do livro: A ditadura da Beleza e a revolução das mulheres. Augusto Cury)
Augusto Cury

"NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS"


A capacidade de sonhar sempre foi o grande segredo daqueles que mudaram o mundo. Os sonhos alimentam a alma e dão asas a inteligência. É no solo fértil da memória onde semeamos os sonhos que farão grande diferença em nossa existência.

Os sonhadores mudaram a história da humanidade. Eles fizeram da derrota, o pódio para a vitória; das críticas, o palco, de onde receberam os aplausos.

O Mestre dos mestres foi o mais ousado dos sonhadores. Ele fez de homens simples e iletrados, arquitetos da vida. A estes, vendeu o sonho de um reino justo, em um mundo de injustiça, de liberdade em uma terra de escravidão, de vida eterna em um território onde imperava a morte, de felicidade em um país onde reinava o ódio.

Jesus Cristo tirou aqueles homens da platéia e os introduzir no palco da vida. Fez deles autores de sua própria história. Ao encantá-los com suas palavras e surpreendê-los com suas atitudes, ele tocou o inconsciente dos seus discípulos, reeditou novas janelas em sua memória e abalou os fundamentos da psicologia.

Abraham Lincoln superou os seus fracassos porque exerceu o direito de sonhar. Enquanto falia nos negócios, e consecutivamente era derrotado na política, soube mais do que ninguém exercer a liderança do ?eu?. Estava convicto de que contra traumas e frustrações que a vida nos impõe, o melhor remédio, é uma alma controlada por um grande sonho.

Embora o décimo sexto presidente dos EUA tenha tido mais derrotas do que vitórias em sua vida pública, do ponto de vista da psicologia foi o grande vencedor em todas as disputas. Ele venceu o preconceito com criatividade, as suas inseguranças com motivação, os seus medos com ousadia. Mas acima de tudo, foi sempre consciente que o destino é uma questão de escolha, não uma fatalidade, por isso, optou por continuar sonhando.

A discriminação, o preconceito, o racismo e a indiferença, foram porções que coube a outro sonhador: Martin Luther King. No entanto ele teve a capacidade de criticar a violência exercida contra os negros do seu país. E assim, reeditou sobre os traumas arquivados em sua memória, os sonhos que mudaria as gerações subseqüentes.

O autor da teoria da Inteligência Multifocal foi sem dúvida um sonhador. E como todos os outros, encontrou muitos desafios pelo cominho. Depois de 19 anos escrevendo sobre o processo como os pensamentos são construídos viu sua tese ser rejeitada por muitos e incompreendidas até mesmo por especialistas ligados às ciências humanas.

Não obstante a isto, Augusto Cury não se deixou vencer. Resolveu provar suas teses a luz de um personagem histórico. Escreveu uma coleção onde analisa a inteligência de Cristo. Foi incrível, com este ato ele democratizou a ciência, popularizou suas teses e surpreendeu o mundo ao entrar em uma área, até então, completamente dominada pela teologia.

Se pensar é o destino do ser humano, continuar sonhando é o seu grande desafio. E isto, é lógico, implica em trajetórias com riscos, em vitórias, com muitas lutas, e não poucos obstáculos pelo caminho. Apesar de tudo, seja ousado. Liberte sua criatividade. E NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS, pois eles transformarão sua vida em uma grande aventura.

Augusto Cury "ADOROOOOOO"!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O tempo!


Conta-se que um jovem de uma aldeia no interior da China não dava nenhuma importância ao tempo. Sempre deixava tudo para depois, sempre se julgava novo demais para fazer qualquer coisa naquele momento, sempre alegava que o que mais tinha era tempo. E exatamente por ter muito, não o valorizava. Certo dia, porém, esse jovem se encontrou com um velho sábio que dizia ser uma pessoa feliz, pois soube muito bem aproveitar o seu tempo e, mesmo no fim de sua vida, o que ele mais fazia era valorizar o pouco tempo que ainda lhe restava. Curioso com tamanho disparate, o jovem perguntou:
– Senhor, por que você valoriza tanto o tempo? Poderia me dizer qual é o real valor dele?
O sábio, percebendo o interesse, respondeu:
– Para você entender o valor do tempo, vamos transformá-lo em dinheiro. Imagine que você tenha uma conta corrente e, a cada manhã, você acorde com um saldo de 86.400 moedas. Só que não é permitido transferir esse saldo do dia para o dia seguinte. Todas as noites, sua conta é zerada, mesmo que você não tenha conseguido gastar durante o dia. O que você faz?
– Eu gastaria cada centavo todos os dias, é claro! – respondeu convicto o jovem.
– Sim, gastaríamos cada centavo. Pois bem, todos nós somos clientes desse banco, que se chama tempo. Todas as manhãs, são creditados para cada um 86.400 segundos. Todas as noites, o saldo é debitado como perda. Não é permitido acumular esse saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs, a sua conta é reiniciada, e todas as noites, as sobras do dia se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor: na saúde, na felicidade e no sucesso! O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia. Para perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para dar valor a um mês, pergunte a uma mãe que teve o bebê prematuramente. Para perceber o valor de uma semana, pergunte ao editor de um jornal semanal. Para conhecer o valor de uma hora, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar. Para você encontrar o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu um trem. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente. Para você aprender o valor de um milissegundo, pergunte a alguém que recebeu a medalha de prata na Olimpíada. Valorize cada momento que tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se de que o tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã, um mistério. O hoje é uma dádiva. Por isso, é chamado presente!
O jovem ficou pensativo e ali mesmo decidiu viver o tempo intensamente, viver como se cada segundo fosse o último de sua existência. E conta-se que, graças a isso, esse jovem cresceu, fez fortuna, criou uma grande família, foi feliz e respeitado como uma pessoa que sempre soube dar valor ao tempo.

O dia passa e não volta mais,nem o dinheiro vai fazê-lo voltar,hoje é o nosso momento. Vamos usa-lo dá melhor maneira possível!!

domingo, 1 de agosto de 2010

"Sem inspiração para escrever"


Hoje eu estou sem assunto, não tenho nenhuma idéia sobre o que falar. Isso não é bom, até porque, mal comecei a escrever, e já tenho pela frente uma solução de continuidade à minha idéia de produzir um texto por dia.
Bom, até fico meio travada ao pensar em certos temas para escrever, deixem-me pensar… Não, nadinha mesmo. A cabeça vazia, a imaginação não colabora. Não consigo me inspirar em um assunto digno de preencher algumas linhas e poder, tranquila, enviar aos meus “fiéis leitores”, com aquela sensação de dever cumprido.
Mas vou forçar mais um pouquinho aqui e ver o que sai…

Hum, futebol, eu já me prometi que não, religião, nem se fala. Poxa, será que minha nobre saga como escritora vai naufragar assim, de um dia para o outro? Não acredito! Alguém!? Uma ajudinha? Um tema que seja? Ah, desculpem, afinal, vocês só poderão responder depois que eu tiver enviado o texto e aí, já vai ser tarde demais. Não vai adiantar de nada. Ao menos, não para a crônica de hoje, quem sabe a de amanhã.

Caramba, tá ruim o negócio, a cabeça tá vazia, deu um branco parecido com aqueles que a gente tinha quando era dia de prova (comigo acontecia, não sei com vocês). Penso, penso, penso e não sai nada.

Ah! Já sei… Não, é muito polêmico esse assunto, não vai dar certo. Agora imagine a cena aqui: estou sentada, olhando para a tela do computador, esperando que chegue aquele lampejo de inspiração e nada acontece. Digito umas palavras, talvez uma frase… A idéia não me agrada, ou melhor, não consigo discorrer sobre ela. Clico e seguro na tecla “Backspace” e voltamos à estaca zero.

Não estou gostando nada disso, e para piorar, vou acabar dando razão aos que disseram que eu não consigo escrever sobre nada, realmente, como podemos ver, não estou conseguindo mesmo. Será que eu esgotei todo meu potencial em apenas alguns textos? Não é possível, me recuso a aceitar isso! Afinal… pronto, parei de novo. Afinal o que? Ah, sei lá.
- Eu avisei que estava sem inspiração hoje, quem mandou inventar de escrever?
– Ei, quem é você que está falando comigo?
- Eu?
- É, você!
- Sou sua consciência.
- Ah, conta outra.
- É sério!
- Isso quer dizer que eu tô ficando maluca agora? Ouvindo vozes?
- Quem disse que você está ouvido? Você está lendo.
- Piorou! Uma voz misteriosa que se manifesta através do Word. É mesmo o fim da picada.
- Fim da picada nada, sua ingrata! Tô tentando te ajudar a terminar o texto.
- Texto!? Eu nem me lembrava dele. Aliás, até que eu consegui digitar um monte de linhas. Acho que já está bom por hoje, cumpri minha meta.
- Tá bonito, esse monte de linhas para não dizer absolutamente nada. Depois acha ruim quando os, como você costuma dizer, “leitores” criticam.
- Ah, fica na tua. Minha parte eu já fiz. De qualquer forma, obrigado pela ajuda.
- Desisto, é muita besteira para uma pessoa só.

Então, senhoras e senhores, aí está, uma página em formato A4 todinha digitada. Aos que conseguiram ler até aqui, sem me xingar muito, obrigado pela paciência e pela amizade. Agora eu me vou. Espero estar mais inspirada amanhã.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

HOJE ESTOU MUITO TRISTE


Como eu gostaria que meu dia tivesse sido diferente
A tristeza é um sentimento que marca pelo vazio e...
Ah! Se eu pudesse dormir e acordar de um sonho ruim
E, saber que foi só um sonho, mas eu sei que não foi...
Por que será que tem dias que estamos tão sensíveis
Outros nos fazem tão fortes que nada nos atinge...
Oh! Mas hoje eu estou muito triste, já chorei, já sorri...
E sabe, parece que ninguém percebeu minha tristeza...
Como eu queria que alguém tivesse percebido, sentido...
Talvez se dividisse essa tristeza seria menos dolorido...
Será que é assim mesmo, será que eu queria isso mesmo...
Ah! Como é ruim sentir um vazio por dentro e ter que...
Ter que disfarçar, ter que sorrir, mesmo sem vontade de...
Mas eu sorri. Mesmo com vontade de chorar, pra que ser forte assim
Vai valer a pena, que vou ganhar com isso, pois se estou sofrendo...
Só de uma coisa eu tenho certeza, a vontade de escrever, de dividir...
Botar pra fora, extravasar para não explodir e o escrever me faz feliz...
Como é bom colocar nossos sentimentos através das letras e na forma do poema.
Hoje, vou dormir melhor, pois já não estou mais tão triste, a tristeza ficou no papel.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"SAINDO DO MEU CASULO"


"Sempre fiquei em dúvida, quando a borboleta deixa a segurança do casulo ela percebe a beleza que tem? Ou será que ela ainda se vê como uma lagarta?"

"A única constante da vida é a mudança". Tal frase já foi pronunciada por tantos lábios que já não recordo quem foi o seu pensador original. O fato é que ela traz consigo uma questão óbvia. Entretanto deixe-me dizer que creio piamente na permanência de algumas coisas, coisas que duram por toda a eternidade. Alguns sentimentos, por exemplo, nada, nem mesmo o tempo ou a morte, pode apagar. De qualquer forma a mudança é natural e majoritária. Um claro e belo exemplo, que podemos usar aqui como uma metáfora, são as borboletas.
No início de sua vida, as borboletas são apenas lagartas famintas em busca de folhas. Nada mais, nada menos. Quando finalmente estão bem nutridas, seu corpo se endurece formando-se uma pupa, ou casulo, como se a larva estivesse enrolada em uma pequena folha. O pequeno animal fica dentro desta capa de proteção por dias, ou até mesmo meses, dependendo da espécie, até que esteja adulto. O casulo então rompe-se e dele sai a borboleta adulta, com o corpo ainda mole e as asas ainda amassadas. Ela aguarda algumas horas até que suas asas estejam totalmente secas e duras, e então, podem voar.
"Se você pegar um casulo de lagarta, cortá-lo com um estilete e tirar a borboleta lá de dentro, ela nunca irá voar. É somente o processo de lutar para sair do casulo que dá a borboleta a força para voar!"
Não quero parecer blasé usando de uma metáfora tão clichê para expressar-me. Mas nada adequou-se tão perfeitamente a minha situação atual. Mas diferente do usual, que compara a fase de lagarta à infância, a fase de pupa à adolescência, e a borboleta ao adulto e toda aquela visão simplista. É outro ângulo!
Sinto-me exatamente como a borboleta com seu casulo recém rompido. Sinto que passei um longo tempo dentro de uma pupa unindo forças e preparando-me. Meu casulo acaba de romper-se. Minhas asas aínda estão úmidas e amassadas, meu corpo ainda está molengo e desengonçado, mas sinto que falta pouco para meu tão esperado voo. Porém não sou uma simples borboleta. Levei anos sendo lagarta, levei anos dentro de meu casulo e não será apenas uma questão de horas para que minhas asas endureçam, para que meu corpo ganhe firmeza e eu possa enfim voar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Carta de demissão"


Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações. Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigada a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de pega varetas ou uma partida de amarelinha
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e a "Ave Maria" e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.
Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencida de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!

A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar... PORQUE O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ!!!
E para sair do pegador, só tem um jeito: Demita-se você também dessa sua vida chata de adulto!



NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ!!!!!!!!!!!!